Equipe

agosto 21, 2009

Clayton, Travassos e Branco

materia

Rio Capibaribe // Microalgas denunciam poluição
A morte de peixes dá o recado de tempos em tempos. A mesma mensagem é transmitida pelo mau cheiro levado pelo vento sempre que a maré baixa.

Agora, são as algas encontradas no Rio Capibaribe que atestam a poluição do manancial que corta todo o Recife e outras 41 cidades. Um estudo desenvolvido por estudantes da Faculdade Frassinetti do Recife (Fafire) constatou a presença de 33 categorias de microalgas nas águas. Mas, ao contrário do que pode parecer, a descoberta não é sinal de vida. A maior parte dos organismos identificados sobrevive em condições de forte poluição, já que as algas se alimentam justamente dos nutrientes que vêm junto com o esgoto outras fontes poluidoras. E algumas espécies, inclusive, são tóxicas.

Iniciado em 2008, o levantamento foi feito pelos estudantes de ciências biológicas Angelo Branco e Clayton de Andrade Paiva em três pontos de coleta, dois no Recife e um em São Lourenço da Mata. As áreas foram escolhidas por estarem localizadas em regiões de grande impacto antrópico (ação humana), ou seja, ocupação desordenada. “O objetivo era inventariar as microalgas para que elas possam ser usadas como no monitoramento ambiental, por exemplo, com a execução de medidas de proteção ao rio”, diz o professor e orientador do estudo, Antônio Travassos Júnior. Além de ser um dos mananciais mais simbólicos do estado, o professor cita ainda o uso do abastecimento, pesca, transporte e lazer da população ribeirinha.

Apesar da identificação de 33 táxons (categorias), Clayton destaca a baixa diversidade de algas em quatro divisões: Cyanophyta (cianobactérias), Chlorophyta, Ochrophyta (diatomáceas) e Euglenophyta. O grupo mais representativo é o das Chlorophyta com 10 táxons. “Chegamos a encontrar uma clorophyta com dois metros de comprimento”, ressalta o estudante, justificando o achado pela riqueza de nutrientes (poluição) e boa iluminação na superfície. O professor também chama a atenção para a presença dos gêneros de cianobactérias potencialmente tóxicos, como Oscillatoria e Phormidium. “São algas que produzem toxinas potentes, como hepatoxinas e neurotoxinas, semelhantes às cianotoxinas do incidente em Caruaru, mas em escala menor”, informa, referindo-se ao caso ocorrido em 1996, em uma clínica de hemodiálise de Caruaru, quando o reservatório foi contaminado pelas microalgas.

O grupo pretende dar sequência ao levantamento e, por enquanto, mantém um blog (www.algasdocapibaribe.wordpress.com) para que a população tenha acesso às informações. “Elas são uma diversidade escondida, costumo chamar de floresta invisível. Mas são muito importantes para o equilíbrio do meio ambiente”, diz Travassos.

Matéria do dia 28 de julho de 2009.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/07/28/urbana5_0.asp

Coleta de Fitoplâncton

julho 11, 2009

Spirogyra sp. Link 1820

junho 26, 2009

Spirogyra sp

Células com 175 μm de comprimento e 72 μm de largura. Filamentos unisseriados simples livre-flutuantes e só muito raro são fixos ao substrato (Figura F). Constituídos por células cilíndricas, em geral 30 vezes mais longas do que largos. Números de pirenóides dispostos longitudinais. Zigóposro não observado.

Já foram descritas ao redor de 300 espécies de Spirogyra. O gênero tem distribuição cosmopolita no globo e a maioria das espécies tem ocorrência bastante comum na natureza. (BICUDO, 2006).

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Encontrada em São Lourenço.

Branco e Clayton

Oscillatoria sp.

Os tricomas podem ser isolados ou, mais comumente, emaranhados, formando talos macroscópicos com diversos aspectos (veludo, tapete, couro) sobre o substrato, que pode ser plantas, outras algas, conchas, pedras, sedimento, areia, solo ou rocha. A bainha de mucilagem está ausente. Os tricomas são retos, curvos ou flexuosos, constritos ou não, não ou apenas atenuados nas células apicais e apresentam movimentos deslizante ou oscilante. As células são sempre discóides, em geral, no mínimo quatro vezes mais largas do que longas. O conteúdo celular é verde-azulado, castanho ou violeta, homogênio ou granulado e destituído de aerótopos. A célula apical é arredondada e pode ou não ter espessamento apical ou caliptra. (BICUDO, 2006).

Encontrado em São Lourenço da Mata e na altura da ponte Marechal Humberto Castelo Branco no final da Av. Caxangá

Coscinodiscus sp

Diatomácea cêntrica com células discóides, planctônicas, solitárias, com numerosos cloroplastos de forma irregular. Em vista valvar, são circulares ou elípticas, com superfície plana, convexa ou ondulada. A superfície da valva pode ser pontuada ou areolada. As aréolas são hexagonais ou subsirculares, dispostas em linhas radiais ou fascículos; as pontuações são dispostas radial ou irregularmente. No centro da valva há um espaço hialino ou uma roseta central de aréolas maiores, ou ambos. Na margem da valva geralmente há um círculo de espículos e um ou dois apículos posicionados diametralmente opostos ou então bem distanciados (visíveis em vista lateral). A margem valvar é estreita e estriada. (http://www.institutohorus.org.br/download/fichas/coscinodiscus_wailesii.htm)

Encontrada na altura da Ponte da Av. Abdias de Carvalho em frente ao Sport Clube do Recife na cidade do Recife

Cyclotella sp.

Frústulas cilíndricas com o diâmetro maior que a altura, solitárias ou formando cadeias filamentosas unidas por cordões mucilaginosos. Valvas circulares com ondulação tangencial ou concêntrica na superfície valvar. Estrias que se estendem do centro ou ausentes na região cental, mas se agrupando em fascículos na região mais externa da valva. Freqüentemente presença de câmeras internas sob cada um dos feixes de estrias marginais, as quais aparecem como ornamentações lineares radiais mais ou menos grosseiras sobre a superfície valvar. Área central hialina ou ornamentada por pequenas estruturas arredondadas ou lineares que ocorrem tanto dispersas quanto com padrões de disposição específicos. (BICUDO, 2006).

Encontrada na altura da ponte Marechal Humberto Castelo Branco no final da Av. Caxangá no Recife

Phomidium sp.

Espécimes de Phormidium podem ser encontrados isoladamente entre outras algas ou formando massas de filamentos emaranhados (Fig. G1 e G2). Tais massas podem ser mucilaginosas, membranáceas ou semelhantes a feltro ou couro (duras e rígidas). A coloração também varia entre verde-escuro, verde azulado, avermelhada, castanha ou marrom, entre outra. As espécies variam muito quanto à forma do filamento, que pó ser reta, curvada ou irregularmente espiralada ou ondulada, não ocorrendo qualquer tipo de ramificação. Embora Comumente apresentem bainha de mucilaginosa, não há obrigatoriedade de sua ocorrência, visto que, muitas vezes, suas presença está associada a condições ambientais específicas. Quando presente, tendem a delgada, hialina e homogênea. Os tricomas são relativamente longos e o diâmetro pode chegar até a 15 μm. Suas células são tipicamente isodiamétricas ou pouco mais longas ou mais curtas do que largas e não apresentam aerótopos. (BICUDO, 2006).

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Encontrada em São Lourençoda Mata.

Oscillatoria sp.2.

Os tricomas podem ser isolados ou, mais comumente, emaranhados, formando talos macroscópicos com diversos aspectos (veludo, tapete, couro) sobre o substrato, que pode ser plantas, outras algas, conchas, pedras, sedimento, areia, solo ou rocha. A bainha de mucilagem está ausente. Os tricomas são retos, curvos ou flexuosos, constritos ou não, não ou apenas atenuados nas células apicais e apresentam movimentos deslizante ou oscilante. As células são sempre discóides, em geral, no mínimo quatro vezes mais largas do que longas. O conteúdo celular é verde-azulado, castanho ou violeta, homogênio ou granulado e destituído de aerótopos. A célula apical é arredondada e pode ou não ter espessamento apical ou caliptra. (BICUDO, 2006).

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Encontrada em São Lourenço da Mata e na altura da ponte Marechal Humberto Castelo Branco no final da av. Caxangá no Recife